

JoomPro Insights é um relatório exclusivo de inteligência de mercado que combina dados consolidados do mercado brasileiro com informações estratégicas internas da JoomPro — entregando uma visão privilegiada sobre o que está acontecendo e, mais importante, o que está por vir.
Disponibilizado gratuitamente aos nossos clientes estratégicos, como um diferencial de parceria.
Análises sobre movimentos do mercado, categorias em ascensão e janelas de oportunidade antes que se tornem óbvias.
Apoio direto a tomadores de decisão para identificar o momento certo de agir, maximizar margens e reduzir riscos.

O setor de construção civil encerra o ciclo de 2025 operando sob o efeito do "crowding out" provocado pela manutenção da taxa Selic em 15%. O custo restritivo do crédito imobiliário forçou a CBIC a revisar a projeção de crescimento do PIB setorial de 2,3% para 1,3%, refletindo o menor dinamismo das atividades desde 2020. Apesar do arrefecimento, as projeções para 2026 indicam uma retomada estratégica de 2,0%, performance 25% superior ao avanço projetado para o PIB Nacional (1,6%).
283.360 unidades financiadas (Jan–Ago 2025) vs. 355.621 no ano anterior
Recuo de R$ 118,4 bilhões para R$ 97,1 bilhões (-18%)
Fonte: CBIC, Banco Central do Brasil

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC-M) registrou alta de 0,34% em fevereiro de 2026. Observa-se uma clara desaceleração no acumulado anual: de 7,18% (fev/2025) para 5,83% (fev/2026) — indicando alívio gradual na pressão de custos.
91,5 pontos
Recuo de 2,5 pts (fev/2026)
91,0 pontos
Queda de 2,4 pts
92,1 pontos
Recuo de 2,5 pts
5,83% (fev/2026)
vs. 7,18% (fev/2025)
Apesar da desaceleração dos custos, a confiança empresarial deteriorou-se em fevereiro de 2026 com retração disseminada entre os indicadores de percepção atual e futura, sinalizando cautela operacional no curto prazo.
Fonte: FGV IBRE, INCC-M

A escassez de mão de obra qualificada atingiu seu ápice histórico em fevereiro de 2026, com 41,6% dos empresários identificando este fator como o principal limitante para o crescimento — o maior nível para este mês desde 2011.
Principal preocupação do empresariado, alimentada pelas incertezas operacionais da Reforma Tributária.
Selic a 15% dificulta o capital de giro e inibe novos lançamentos imobiliários.
Pressão inflacionária real com avanço de 8,98% neste componente em 2025.
Crescimento de +3,68% no período
886.709 novos postos com carteira desde 2020
Fonte: CNI/CBIC, Sondagem da Construção

A infraestrutura atua como um porto seguro para o setor, com forte dominância do capital privado, que responde por 84% do total investido.
R$ 259,3 bilhões
R$ 280 bilhões (+3%)
84% do total investido
30 aeroportos, 17 ferrovias e 45 projetos de mobilidade urbana
Investimento previsto de R$ 8,3 bilhões
Obras superiores a R$ 13 bilhões
Projetos de despoluição e expansão de rede com potencial de R$ 30 bilhões
Fonte: Abcon, ABDIB, Ministério da Infraestrutura

A projeção de queda de 1,8% em grandes obras (FGV) força uma migração de foco para o mercado B2C e pequenas reformas. Com o desemprego em mínimas históricas, o consumidor final tem priorizado melhorias residenciais de baixo ticket e alta facilidade de instalação.
Crescimento: +17% YTD
Participação: 20% do segmento
Liderança com 70% de participação
Crescimento: +14% vs. ano anterior
Maior aceleração: +35% YTD
Expansão de +25%
Ticket médio resiliente em R$ 100
Crescimento: +150% YTD
Faturamento: US$ 1,05 bilhão
1,15 bilhão de unidades
Alta penetração em reformas rápidas
Fonte: Mercado Livre / Nubimetrics

Fonte: Mercado Livre / Nubimetrics

Programa Reforma Casa Brasil (R$ 40 bilhões) com crédito subsidiado focado em materiais e mão de obra para reformas residenciais.
Desemprego em mínimas históricas amplia a capacidade do consumidor final de investir em melhorias residenciais de baixo ticket.
Tendência "Faça Você Mesmo" (DIY), impulsionada por produtos de fácil instalação como pisos vinílicos e acessórios de banheiro.
Queda projetada da Selic e injeção de R$ 37 bilhões em crédito habitacional via FGTS em 2026 ampliam a base de consumidores elegíveis.



Principais aprendizados da análise da categoria Construção
O setor de construção enfrenta queda projetada de 0,9% em 2025 e 1,8% em 2026, mas o mercado digital (Mercado Livre) segue aquecido. A oportunidade está em reformas e manutenção, não em grandes obras.
Sub-categorias como Tomadas e Interruptores dominam o volume. Marcas como WEG estão em crescimento com saturação média — janela de entrada ainda aberta.
Pisos Vinílicos (+150% YTD), Mantas Asfálticas (+973% YTD) e Carrinhos de Armazém (+121% YTD) representam oportunidades concretas de expansão de portfólio.
Palavras como "torneira preta", "pedras naturais parede" e "cuba embutir banheiro" crescem consistentemente, sinalizando consumidor que busca diferenciação e design.
LORENZETTI e DECA dominam, mas WEG cresce com menor saturação. Nichos como "poliureia impermeabilizante" (686 anúncios) ainda têm baixa concorrência.

Itens de alta demanda com desempenho de mercado validado e margens brutas atrativas, alinhados à tendência de reformas "faça-você-mesmo" e acessórios de reposição. Demanda diretamente impulsionada pelo Programa Reforma Casa Brasil (R$ 40 bi).
Preço de venda: R$ 34,00
Preço Joom: R$ 15,97
Margem: +50%
Preço de venda: R$ 40,00
Preço Joom: R$ 19,97
Margem: +50%
Preço de venda: R$ 89,00
Preço Joom: R$ 16,00
Margem: +80%
Preço de venda: R$ 49,00
Preço Joom: R$ 22,42
Margem: +50%
*Custos estimados

R$ 318,00 venda | R$ 198,00 Joom
Margem: +30%
R$ 149,00 venda | R$ 77,00 Joom
Margem: +45%
*Custos estimados



Eleonora Capovilla
Head de Categoria